Alguns dias depois da celebração natalina, Airton Barreto retornou à comunidade e se encontrou com o dono do terreno onde tinha sido realizado o jantar. Ele estava querendo negociar seu pequeno barraco e sugeriu que Airton o comprasse, fazendo ali algo para aquela comunidade.
O grupo se cotizou e comprou o barraco por R$ 500,00, sem ao menos imaginar o que iria acontecer naquele espaço, mas sabendo que seria um local de atendimento àquelas pessoas.
Airton, Lisa e Carlos fizeram uma campanha entre amigos e conhecidos e construíram uma pequena casa. Airton se transferiu do serviço social do Emaús Amor e Justiça, no Pirambu, instalando-se no novo espaço construído. Começou a dar assistência jurídica acompanhada à comunidade de Vila Velha 4 e adjacências. Devido à carência, fazia todo tipo de encaminhamento, orientando, inteirando-se dos problemas e oferecendo apoio social. “Coisa para fazer era só o que havia naquela comunidade”. Estava lançada a pedra fundamental do Movimento Emaús Vila Velha: a CASA DO FAZER.